Esta fase tem como objetivo garantir uma transição segura, organizada e tecnicamente fundamentada, criando a base para o Plano Diretor do condomínio.
1. Análise Documental e Conformidade
Levantamento e análise técnica de toda a documentação vigente do condomínio, incluindo:
Convenção Condominial
Regulamento Interno
Atas de assembleias e decisões recentes
Contratos ativos (prestadores, manutenção, seguros, etc.)
Documentação obrigatória (AVCB, apólices de seguro, laudos e certificados aplicáveis)
Objetivo: identificar riscos legais, obrigações pendentes, inconsistências normativas e oportunidades de adequação.
2. Vistoria Técnica e Mapeamento de Riscos
Realização de vistoria técnica nas áreas comuns e sistemas do condomínio, com foco em:
Segurança
Manutenção predial
Condições operacionais
Pontos críticos e passivos técnicos
O resultado é a elaboração de um Mapa de Riscos, que orienta prioridades de curto, médio e longo prazo.
3. Entrevistas Operacionais com a Equipe e Gestão anterior
Condução de entrevistas estruturadas com funcionários e responsáveis operacionais, visando:
Entender rotinas reais de trabalho
Identificar gargalos, falhas de processo e riscos operacionais
Avaliar aderência às normas internas e contratos vigentes
Recepção de documentação pertinente da gestão anterior;
Essa etapa permite alinhar a gestão à realidade do dia a dia do condomínio.
4. Análise Financeira e Contratual
Avaliação técnica da situação financeira e dos contratos, incluindo:
Estrutura de custos fixos e variáveis
Eficiência dos contratos atuais (escopo x custo x entrega)
Riscos financeiros e oportunidades de otimização
Avaliação preliminar de sustentabilidade financeira
O foco é garantir transparência, equilíbrio financeiro e uso racional dos recursos.
5. Alinhamento de Governança com Conselho e Subsindicaturas
Reuniões de alinhamento com o conselho e subsíndicos para:
Definição clara de papéis, responsabilidades e limites de atuação
Estruturação de um modelo de governança colaborativo
Estabelecimento de rotinas de acompanhamento e reporte
Neste modelo, os subsíndicos atuam de forma ativa e estruturada, como extensões da gestão, com responsabilidades bem definidas.
6. Enquete de Implantação com os Moradores
Disponibilização de uma enquete estruturada para todos os moradores, com o objetivo de:
Captar a percepção real da comunidade sobre serviços, infraestrutura e convivência
Identificar prioridades sob a ótica do usuário do condomínio
Mapear pontos de insatisfação, expectativas e oportunidades de melhoria
Os resultados desta enquete constituem um dos pilares fundamentais para a construção do Plano Diretor, juntamente com o diagnóstico técnico e financeiro.
Esta fase tem como objetivo gerar entregas rápidas, perceptíveis e mensuráveis, ao mesmo tempo em que consolida os pilares operacionais, técnicos e de governança da gestão.
1. Implantação do Sistema de Gestão da Segurança e Ocorrências
Implantação de sistema próprio de gestão da segurança e rotinas operacionais, contemplando:
Checklists operacionais por posto e turno
Procedimentos Operacionais Padrão (POPs)
Registro, classificação e tratamento de ocorrências
Indicadores de desempenho e conformidade operacional
Este sistema permite controle, rastreabilidade e melhoria contínua, sem geração de custos adicionais ao condomínio.
2. Treinamento Estruturado dos Colaboradores
Realização de treinamentos operacionais com os colaboradores, baseados:
Nos procedimentos definidos
Nas rotinas validadas em conjunto com os subsíndicos
Nos pontos críticos identificados na Fase 1
O objetivo é padronizar a execução, reduzir falhas operacionais e alinhar comportamento, postura e técnica.
3. Primeiras Negociações e Ajustes Contratuais
Início das tratativas contratuais com fornecedores estratégicos, com foco em:
Melhoria da qualidade dos serviços prestados
Aderência ao escopo contratad
Análise de performance baseada em indicadores
Consideração da percepção dos moradores, conforme resultados da enquete de implantação
As negociações são conduzidas de forma técnica, visando qualidade, eficiência e equilíbrio financeiro.
4. Consolidação do Plano Diretor
Finalização do Plano Diretor do condomínio, integrando:
Diagnóstico técnico e financeiro
Mapeamento de risco
Resultados da enquete com os moradores
Direcionamentos do conselho e subsíndicos
O plano é validado internamente com o conselho e subsíndicos antes de sua apresentação à comunidade.
5. Execução de Projetos de Baixa Complexidade e Baixo Custo
Início da execução de projetos de menor porte, com impacto direto na qualidade de vida dos moradores, priorizando:
Ações de rápida implementação
Baixo custo e alto benefício percebido
Correções operacionais e melhorias pontuais
Os projetos são definidos e priorizados em conjunto com os subsíndicos, reforçando a governança colaborativa.
6. Apresentação do Plano Diretor aos Condôminos – “Café com o Síndico”
Realização de reunião aberta com os condôminos para:
Apresentação do Plano Diretor
Explicação das prioridades e critérios técnicos
Escuta ativa da comunidade
Coleta de contribuições e pontos de vista
Este encontro serve como base para validação social do plano e definição da sequência de execução dos projetos.
7. Início da Auditoria Financeira da Gestão Anterior
Abertura da auditoria financeira referente ao período da gestão anterior, com foco em:
Conformidade de despesas
Análise de contratos e pagamentos
Identificação de inconsistências ou oportunidades de correção
Esta auditoria é realizada sem custo adicional ao condomínio.
8. Início da Auditoria de Entrega da Construtora e Garantias
Início da auditoria técnica de entrega da construtora, incluindo:
Análise de itens passíveis de garantia
Verificação de prazos e responsabilidades
Abertura de chamados formais de garantia, quando aplicável
A auditoria é conduzida pelo engenheiro da CondomínioLab, sem custo adicional ao condomínio.
Esta fase concentra os projetos de maior complexidade técnica, financeira ou de impacto na rotina condominial, garantindo planejamento adequado, governança, participação da comunidade e execução controlada.
1. Planejamento de Projetos de Maior Complexidade
Início do planejamento estruturado dos projetos de maior porte, que demandam:
Avaliação técnica aprofundada
Impacto financeiro relevante
Alterações de rotina, regras ou infraestrutura
Deliberação em assembleia, quando aplicável
Para cada projeto, são definidos em conjunto com os subsíndicos:
Escopo técnico claro
Cronograma macro e marcos de controle
Estimativa orçamentária
Análise de riscos
Critérios de sucesso e indicadores de acompanhamento
Necessidade de aprovação de assembleia
2. Criação de Comissões de Trabalho
Constituição de comissões de trabalho formadas por:
Membros do conselho
Subsindicos
Moradores com interesse ou conhecimento técnico no tema
Síndico
As comissões atuam de forma consultiva e colaborativa, com o objetivo de:
Apoiar a análise técnica dos projetos
Contribuir com a visão da comunidade
Aumentar transparência, engajamento e legitimidade das decisões
Propor melhorias e ações para o projeto
3. Remodelagem e Evolução dos Procedimentos Operacionais
Revisão e remodelagem contínua dos Procedimentos Operacionais Padrão (POPs), considerando:
A dinâmica real do condomínio
Lições aprendidas nas fases anteriores
Evolução das demandas operacionais
Análises técnicas e indicadores de desempenho
O foco é garantir processos mais eficientes, aderentes à realidade condominial e sustentáveis no longo prazo.
4. Implantação de Ciclo de Melhoria Contínua
Estruturação de um ciclo permanente de melhoria contínua, com:
Monitoramento de indicadores operacionais e financeiros
Avaliações periódicas de desempenho
Ajustes de processos e rotinas
Registro formal das decisões e evoluções
Este ciclo assegura que a gestão permaneça adaptável, técnica e orientada a resultados, mesmo após a fase inicial de implantação.